O Grito da Seca: Introdução

Introdução

Ao contrário do que muitos pensam, a seca não atinge toda região nordeste. Ela se concentra numa área conhecida como Polígono das Secas. Esta área envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais (região sudeste). O estado do Maranhão é o único estado nordestino fora da área conhecida como Polígono das Secas.

A história tem mostrado que as estiagens, caracterizadas pela falta de chuva ou por sua distribuição irregular, fazem parte das condições climáticas do Sertão nordestino.

Em outras regiões do Brasil também ocorre o fenômeno climático da Seca com menor frequência, Região Sul, Sudeste em especial Capital São paulo, Floresta Amazônica.

Problemas identificados

O governo do Brasil, muitas vezes tentou combater os efeitos das secas incentivando e construindo grandes açudes, (Exemplo típico o Açude de Orós), a perfuração de poços tubulares, a construção de cacimbas, e a criação das chamadas "frentes de trabalho".

Estas atitudes têm sido paliativas, pois movimentam capital, geram sub-empregos e evitam, de certa forma, a migração e o êxodo rural. Porém, a corrupção, o coronelismo e a chamada indústria da seca, têm impossibilitado a resolução definitiva do problema a ser dada não somente com sobreposição de rios e construção de canais para a perenização dos cursos de água, irrigação e fixação do nordestino em seu território, mas também incrementando a democracia, a participação política e a mobilidade social.

A seca hoje tem outras faces, durante os anos que se passaram, as práticas políticas ficaram mais perniciosas, sobretudo pela indústria da seca, porém, com o surgimento dos movimentos sociais, em destaque para o sindicalismo rural, esses agricultores passaram a se organizar e exigir mais ações preventivas de combate à seca, posteriormente, convivência com o Semiárido...

HOLOCAUSTO DA SECA
A história que o Brasil esqueceu.


Existem fragmentos da história brasileira negligenciados pelos livros. Muitos sabem da ira alimentada por Adolfo Hitler contra os judeus numa paranoica tentativa de “limpar” a Alemanha das impurezas daquele povo.

Poucos momentos da História são tão enraizados na memória da humanidade quanto à construção dos campos de concentração nazistas durante a segunda Guerra Mundial (1939-1945). Um cenário de terror no qual milhões de judeus perderam a vida com requintes de crueldade, flagelo e exposição às mais extremas formas de humilhação.

O que não está dito nos livros, porém, é que um pedaço do Brasil tem muito em comum com a Alemanha de Hitler, embora que em menor proporção. Vinte quatro (24) anos antes de explodir no mundo a segunda guerra mundial, aqui, abaixo da linha do Equador, os aglomerados de miseráveis e a epidemia de cólera que convergiam milhares de humanos a espaços demarcados por cerca de arame já era um passado infernal na história do sertão cearense.

Se na Europa de Hitler o objetivo era desafiar a ciência na tentativa de provar a existência de uma raça pura, para o Governo cearense a batalha era evitar que as vítimas da seca manchassem a imagem da capital, Fortaleza.

Na seca QUINZE (1915), para impedir que os retirantes se dirigissem à capital, o governo cearense resolveu se precaver de uma maneira desumana. O governo criou os primeiros currais humanos, campos de concentração em regiões separadas por arames farpados e vigiadas 24 horas por dia por soldados para confinar as almas nordestinas retirantes castigadas pela seca. Novamente na seca de 1932, de forma ampliada, o ser humano mostra sua face mais cruel, espalhando campos de concentração pelo estado do Ceará. Milhares perderam suas vidas, a falta de condições sanitárias e de comida completou o trágico quadro.

Segregar os retirantes das populações urbanas foi a solução encontrada pelo governo e elites para que o citadinos não tivessem que conviver com as pessoas de "fisionomia marcada pelo rito da miséria".
Saiba mais:
HOLOCAUSTO DA SECA
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